Mente
Nesta categoria ficam as postagens que falam principalmente da nossa experiência subjetiva. São postagens que tratam sobre sentimentos, sensações, interpretações e outras coisas que acontecem no escuro do nosso crânio e que só podem ser entendidas de verdade em primeira pessoa.
No Hábitos Atômicos, o James Clear conta uma história da equipe de ciclismo britânica, que ilustra perfeitamente como o acúmulo de pequenas coisas pode ter um grande impacto.
A história é que, até 2003, o desempenho da equipe de ciclismo do Reino Unido era, na melhor das avaliações, medíocre. Em 100 anos, eles só conseguiram ganhar uma medalha de ouro em olimpíadas — que tem umas quinze modalidades diferentes de ciclismo. Tour de France: nenhuma. Aí, em 2003, eles resolveram contratar um novo gerente geral, um cara chamado Dave Brailsford.
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Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver.
Epicuro, em “Carta sobre a felicidade [a Meneceu]”
“Wabi sabi” é um valor estético da filosofia japonesa. É um tipo de beleza que você consegue perceber nas coisas quando aceita que:
- nada dura para sempre,
- nada nunca está completo e
- nada é perfeito.
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Na filosofia japonesa, existe um conceito estético que é o “mono no aware” (物の哀れ). Ao pé da letra, “mono no aware” seria algo como “a melancolia das coisas”. Mas essa tradução não dá a ideia certa. Uma tradução melhor pra “mono no aware” seria algo como “a beleza do efêmero”.
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